Glossário de Termos Budistas: Letras A – E

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Absorção sem discriminação Concentração do quarto reino da forma que observa o nada, e que é alcançada pela interrupção das sensações e discriminações densas. Consultar Oceano de Néctar

Ações não-virtuosas Caminhos que levam aos reinos* inferiores. Existem incontáveis ações não-virtuosas, mas a maioria delas está incluída nas dez seguintes: matar, roubar, má conduta sexual, mentir, discurso divisor, discurso ofensivo, tagarelice, cobiça, maldade e adotar visões errôneas. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Agarramento-ao-verdadeiro Mente conceitual que apreende a existência verdadeira.

Agregado Em geral, todas as coisas funcionais são agregados, pois são uma agregação de suas próprias partes. Uma pessoa do reino do desejo ou da forma possui cinco agregados: forma, sensação, discriminação, fatores de composição e consciência. Seres do reino da sem-forma não têm o agregado forma, só os outros quatro. O agregado forma de uma pessoa é seu corpo. Os outros quatro são aspectos de sua mente. Os agregados de um ser do samsara denominam-se agregados contaminados. Consultar Novo Coração de Sabedoria.

Agregados contaminados Qualquer dos agregados de um ser que está no samsara: forma, sensação, discriminação, fatores de composição e consciência. Consultar Novo Coração de Sabedoria.

Akanishta Uma Terra Pura onde os Bodhisattvas atingem a iluminação. Consultar Clara Luz de Êxtase e Solos e Caminhos Tântricos.

Akshobya Manifestação do agregado consciência de todos os Budas. Seu corpo é azul.

Alunos Superiores Seres superiores que ainda estão treinando nos caminhos do aprender; ou seja, Seres Superiores quer no caminho da visão quer no caminho da meditação.

Amitabha O Buda da luz infinita. Manifestação do agregado discriminação de todos os Budas. Seu corpo é vermelho.

Amitayus Buda que aumenta nosso tempo de vida, mérito e sabedoria. Ele é o aspecto corpo-deleite de Buda Amitabha

Amoghassiddhi Manifestação do agregado fatores de composição de todos os Budas. Seu corpo é verde.

Amor Mente que deseja que os outros sejam felizes. Existem três tipos de amor: afetuoso, apreciativo e grande amor. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Análise Fator mental que examina um objeto para obter uma compreensão de sua natureza sutil. Consultar Como Entender a Mente.

Anticonscienciosidade Fator mental deludido que deseja envolver-se irrestritamente em ações não-virtuosas. Consultar Como Entender a Mente.

Antivigilância Fator mental deludido que, por ser incapaz de fazer a distinção entre falhas e não-falhas, leva-nos a gerar falhas.

Aparência comum Qualquer aparência ocasionada por uma mente impura. De acordo com os ensinamentos do mantra secreto, aparência comum é a principal causa do samsara. Consultar Grande Tesouro de Mérito.

Aparência dual A aparência de um objeto e da sua existência inerente à mente. Consultar Novo Coração de Sabedoria.

Aparência e concepção comuns Aparência comum é qualquer aparência que surja à mente pelo fato de ela ser impura. Concepção comum é qualquer mente que conceba as coisas como comuns. De acordo com os ensinamentos do mantra secreto, as aparências comuns são obstruções à onisciência, e as concepções comuns são obstruções à libertação. Consultar Solos e Caminhos Tântricos.

Apego Fator mental deludido que observa um objeto contaminado, considera-o como causa de felicidade e deseja possuí-lo. Consultar Como Entender a Mente.

Aquisições (siddhi, em sânscrito) Existem dois tipos: comuns e supremas. As comuns podem ser de quatro tipos principais: pacificadoras, crescentes, de controle e iradas. As aquisições supremas são as realizações especiais de um Buda. Consultar Solos e Caminhos Tântricos.

Arya Termo sânscrito para “Ser Superior”. Alguém que tem uma realização direta, ou não- conceitual, da vacuidade. Pode ser um hinayana ou um mahayana.

Aspiração Fator mental que focaliza um objeto de desejo e se interessa por ele. Consultar Como Entender a Mente.

Assanga Grande iogue e erudito indiano do século V, autor de Compêndio de abhidharma.

Atenção Fator mental cuja função é pôr em foco um atributo específico de um objeto. Consultar Como Entender a Mente.

Atisha (982-1054) Renomado erudito e mestre de meditação indiano. Foi abade do grande monastério budista Vikramashila na época em que o budismo mahayana florescia na Índia. Foi convidado para ir ao Tibete, e sua presença contribuiu para o restabelecimento do budismo naquele país. É o autor de Luz para o caminho, o primeiro texto sobre as etapas do caminho. Sua tradição tornou-se conhecida como Tradição Kadampa. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna

Auto-agarramento Mente conceitual que considera todos os fenômenos como inerentemente existentes. O auto-agarramento dá origem a todas as demais delusões, como raiva e apego, e é a raiz de todos os sofrimentos e insatisfações. Consultar Novo Coração de Sabedoria.

Auto-apreço Atitude mental que considera nosso próprio eu como precioso e importante. É tido pelos Bodhisattvas como o principal objeto a ser abandonado. Consultar Novo Oito Passos para a Felicidade e Contemplações Significativas.

Autoconhecedor Consciência que experiencia a si mesma.

Avalokiteshvara A corporificação da compaixão de todos os Budas. Às vezes, aparece com uma face e quatro braços, outras, com onze faces e mil braços. Na época de Buda Shakyamuni, manifestou-se como um discípulo Bodhisattva. Chenrezig, em tibetano. Consultar Viver Significativamente e Morrer com Alegria.

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Bardo Ver estado intermediário.

Base de imputação Todos os fenômenos são imputados às suas partes; portanto, qualquer das partes individuais ou o conjunto das partes de um fenômeno é a sua base de imputação. Um fenômeno é imputado pela mente quando sua base de imputação aparece à mente que imputa. Consultar Novo Coração de Sabedoria.

Bênção (jin gyi lab pa, em tibetano) Transformação da mente de um estado negativo para um estado positivo, de um estado infeliz para um estado feliz ou de um estado de fraqueza para um estado de força por meio da inspiração dos seres sagrados, como nosso Guia Espiritual, os Budas e os Bodhisattvas.

Benzarahi Um Buda feminino, manifestação do elemento fogo de todos os Budas. Consorte de Buda Amitabha.

Bodhichitta Termo sânscrito para “mente de iluminação”. Bodhi significa iluminação e chitta, mente. Há dois tipos de Bodhichitta – convencional e última. De modo geral, o termo refere-se à Bodhichitta convencional, uma mente primária motivada por grande compaixão que busca espontaneamente a iluminação para beneficiar todos os seres vivos. A Bodhichitta convencional pode ser de dois tipos: aspirativa e engajada. A Bodhichitta aspirativa é uma Bodhichitta que é um mero desejo de alcançar a iluminação para beneficiar todos os seres vivos. A Bodhichitta engajada é uma Bodhichitta mantida pelos votos Bodhisattva. A Bodhichitta última é uma sabedoria, motivada pela Bodhichitta convencional, que realiza diretamente a vacuidade, a natureza última dos fenômenos. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna e Contemplações Significativas.

Bodhichitta aspirativa Mente que aspira alcançar a iluminação para beneficiar todos os seres vivos, mas que ainda não se engajou nas práticas do treino de um Bodhisattva. Equivale à situação de alguém que pretende viajar, mas que ainda não se pôs a caminho.

Bodhichitta engajada Depois de se tomar os votos Bodhisattva, a Bodhichitta aspirativa se transforma na Bodhichitta engajada, uma mente que está de fato engajada nas práticas que levam à iluminação.

Bodhichitta tântrica Desejo de atingir a iluminação como uma deidade tântrica, a fim de livrar os seres sencientes do samsara o mais rapidamente possível.

Bodhisattva Alguém que gerou a Bodhichitta espontânea, mas ainda não se tornou um Buda. A partir do momento em que um praticante gera a Bodhichitta não-artificial, ou espontânea, ele se torna um Bodhisattva e ingressa no primeiro caminho mahayana, o caminho da acumulação. Bodhisattva comum é aquele que ainda não realizou a vacuidade diretamente e Bodhisattva Superior é quem já o fez. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna e Contemplações Significativas.

Brahma Deus mundano do primeiro reino da forma. Deva, em sânscrito. Consultar Oceano de Néctar.

Buda Em geral, Buda significa O Desperto, alguém que acordou do sono da ignorância e vê as coisas como elas realmente são. Um Buda é um ser que abandonou por completo todas as delusões e suas marcas. Todo ser vivo tem o potencial para se tornar um Buda. Ver Buda Shakyamuni. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Buda Shakyamuni O quarto de mil Budas que vão aparecer neste mundo durante o Éon Afortunado. Os primeiros foram: Krakuchchanda, Kanakamuni e Kashyapa. O quinto será Maitreya. Consultar Introdução ao Budismo.

Budhadharma Os ensinamentos de Buda e as realizações que alcançamos ao colocá-los em prática. Sinônimo de Dharma.

Budeidade Sinônimo de completa iluminação. Ver Iluminação.

Budismo kadampa Escola budista mahayana fundada pelo grande mestre indiano Atisha (982-1054).

Budista Qualquer pessoa que sinceramente busque refúgio nas Três Joias: Buda, Dharma e Shanga. Consultar Introdução ao Budismo.

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Caminho espiritual Excelsa percepção combinada com renúncia espontânea, ou não-fabricada. Caminho espiritual, solo espiritual, veículo espiritual e excelsa sabedoria são sinônimos. Ver solo. Consultar Solos e Caminhos Tântricos e Oceano de Néctar.

Caminho mahayana Uma realização clara no continuum mental de um Bodhisattva ou Buda. Os caminhos mahayana são cinco: acumulação, preparação, visão, meditação e não-mais-aprender. Os quatro primeiros estão necessariamente no continuum de um Bodhisattva e o último, no continuum de um Buda. Consultar Novo Coração de SabedoriaOceano de Néctar e Solos e Caminhos Tântricos

Caminho mundano Ações contaminadas que conduzem ao renascimento samsárico. Há dois tipos: as dez ações não-virtuosas que conduzem aos reinos inferiores e as dez ações virtuosas e as concentrações contaminadas que conduzem aos reinos superiores.

Caminho profundo Inclui todas as práticas de Sabedoria que conduzem a uma realização direta da vacuidade e, por fim, a aquisição do corpo-verdade de um Buda. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Caminho vasto Inclui todas as práticas do método, desde o cultivo inicial da compaixão até a aquisição final do corpo-forma de um Buda. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Caminhos supramundanos Qualquer caminho que conduza à libertação ou à iluminação. Por exemplo: as realizações de renúncia, Bodhichitta e visão correta da vacuidade. Estritamente falando, só os seres superiores possuem caminhos supramundanos. Consultar Solos e Caminhos Tântricos.

Campo de Mérito Em geral, as Três Joias. Assim como as sementes das plantas dependem de um campo para crescer, também as sementes virtuosas interiores, produzidas por ações virtuosas, dependem da Joia Buda, da Joia Dharma e da Joia Shanga.

Canais São condutos internos sutis do corpo, através dos quais fluem as gotas sutis movidas pelos ventos interiores. Consultar Clara Luz de Êxtase e Solos e Caminhos Tântricos.

Canal central Canal principal no centro do corpo, ao longo do qual os chakras, ou roda-canais, estão localizados. Consultar Clara Luz de Êxtase e Solos e Caminhos Tântricos.

Carma Termo sânscrito que se refere a ações. Pela força da intenção, realizamos ações com nosso corpo, fala e mente, e todas essas ações produzem efeitos. O efeito das ações virtuosas é felicidade, o das ações negativas é sofrimento. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Carma coletivo Carma que criamos quando agimos junto com os outros. Aqueles que criam carma em grupo, também experienciam seus efeitos em grupo.

Chakra Termo sânscrito, cuja tradução é roda-canal. Centro focal de onde os canais secundários saem do canal central. Meditar nesses pontos pode fazer os ventos interiores ingressarem no canal central. Consultar Clara Luz de Êxtase.

Chakra do coração Roda-canal que está em nosso coração. É chamado, às vezes, de coração espiritual. Consultar Clara Luz de Êxtase e Solos e Caminhos Tântricos.

Chandrakirti (circa séc.VII) Grande estudioso budista e mestre de meditação indiano que compôs, entre muitos livros, o famoso Guia ao caminho do meio, no qual explica com clareza a visão da escola madhyamika-prasangika de acordo com os ensinamentos dados por Buda nos sutras Perfeição de Sabedoria. Consultar Oceano de Néctar.

Charvaka Escola niilista não-budista, famosa nos dias de Buda, que negava pontos como os conhecedores inferidos, o renascimento e a lei do carma, e encorajava um estilo de vida hedonista. Consultar Clara Luz de Êxtase.

Chekawa, Geshe (1102-1176) Eminente Bodhisattva kadampa, autor do texto Treinar a mente em sete pontos, um comentário a Os oito versos do treino da mente, de Geshe Langri Tangpa. Chekawa difundiu o estudo e a prática do treino da mente em todo o Tibete. Consultar Compaixão Universal.

Chittamatra Uma das duas escolas filosóficas mahayana. Chittamatra significa “apenas a mente”. É assim denominada porque assevera que todos os fenômenos são a mera natureza da mente. Seus adeptos são os chittamatrins. Consultar Oceano de Néctar.

Cinco elementos Terra, água, fogo, vento e espaço. Existem cinco elementos interiores (ligados ao continuum de uma pessoa) e cinco elementos exteriores (fora do continuum de uma pessoa).

Cinco sabedorias oniscientes As cinco excelsas sabedorias de um Buda. São elas: espelho, da igualdade, da realização singular, de cumprir atividades e do Dharmadhatu.

Clara aparência Uma percepção nítida do objeto de meditação. Mais especificamente, uma prática do mantra secreto, por meio da qual o praticante, depois de gerar a si próprio como uma deidade e ao seu ambiente como o mandala da deidade, tenta obter uma clara aparência do objeto de concentração como um todo. É o antídoto às aparências comuns. Consultar Novo Guia à Terra Dakini.

Clara luz Uma mente muito sutil manifesta que percebe uma aparência que é como a de um espaço claro e vazio. Consultar Clara Luz de Êxtase.

Clara luz exemplo Uma mente de clara luz que realiza a vacuidade por meio de uma imagem genérica. Consultar Clara Luz de Êxtase. e Solos e Caminhos Tântricos.

Clarividência Habilidade que surge de uma concentração especial. Há cinco tipos principais: clarividência do olho divino, a habilidade de ver formas sutis e distantes; clarividência do ouvido divino, a habilidade de ouvir sons sutis e distantes; clarividência dos poderes milagrosos, a habilidade de emanar várias formas com a mente; clarividência de conhecer vidas passadas; e clarividência de conhecer a mente dos outros. Alguns seres, como os do bardo e alguns humanos e espíritos, têm clarividência contaminada, que se desenvolve devido ao carma, mas essa não é a verdadeira clarividência.

Coisa funcional Todo fenômeno que é produzido e se desintegra num instante. Sinônimo de fenômeno impermanente. Ver impermanência.

Coleção de mérito Ação virtuosa motivada pela Bodhichitta e causa principal para se alcançar o corpo-forma de um Buda. Exemplos: fazer oferendas e prostrações aos seres sagrados com a motivação da Bodhichitta e praticar as seis perfeições, como dar, disciplina moral ou paciência.

Coleção de Sabedoria Ação mental virtuosa motivada pela Bodhichitta e causa principal para se alcançar o corpo-verdade de um Buda. Exemplos: ouvir, contemplar e meditar sobre a vacuidade com a motivação da Bodhichitta.

Compaixão Mente virtuosa que deseja que os outros se libertem do sofrimento. Ver grande compaixão. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Compromissos Promessas e votos assumidos quando nos engajamos em certas práticas espirituais.

Concentração Fator mental que faz sua mente primária permanecer em seu objeto unifocadamente. Em geral, os termos “estabilização mental” e “concentração” são intercambiáveis. O termo concentração é mais usado para se referir à natureza da concentração, que é unifocalização, e o termo estabilização mental é usado para se referir à função da concentração, que é estabilidade. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Concentração vajra O último instante do caminho mahayana da meditação. É o antídoto às obstruções muito sutis à onisciência. No momento seguinte, o meditador atinge o caminho mahayana do não-mais-aprender, ou budeidade.

Concepção comum Qualquer mente que conceba as coisas como comuns. Consultar Grande Tesouro de Mérito.

Confissão Purificação de carma negativo por meio dos quatro poderes oponentes: o poder da confiança, do arrependimento, da força oponente e da promessa. Consultar O Voto do Bodhisattva e Compaixão Universal.

Conhecedor inferido Um conhecedor inteiramente confiável, cujo objeto é realizado na dependência direta de uma razão conclusiva. Consultar Como Entender a Mente.

Conhecedor válido Um conhecedor não-enganoso em relação ao seu objeto conectado. Existem dois tipos: conhecedor válido inferido e conhecedor válido direto. Consultar Novo Coração de Sabedoria e Como Entender a Mente.

Conquistador Um Buda é chamado Conquistador porque venceu os quatro tipos de maras. Ver mara.

Conquistas comuns e supremas. Ver Aquisições.

Consciência As seis consciências, ou mentes primárias, são: consciência visual, consciência auditiva, consciência olfativa, consciência gustativa, consciência tátil e consciência mental. Consultar Como Entender a Mente.

Conscienciosidade Fator mental que, na dependência do esforço, aprecia o que é virtuoso e protege a mente contra delusão e não-virtude. Consultar Contemplações Significativas.

Consideração pelos outros Fator mental cuja função é evitar ações impróprias por motivos que dizem respeito aos outros. Consultar Como Entender a Mente.

Contato Fator mental cuja função é perceber seu objeto como agradável, desagradável ou neutro. Consultar Como Entender a Mente.

Contentamento Ficar satisfeito com suas condições exteriores e interiores, motivado por uma intenção virtuosa.

Contínua-lembrança Fator mental cuja função é não esquecer o objeto que foi realizado pela mente primária. Consultar Como Entender a Mente.

Corpo-ilusório Corpo divino sutil que surge, principalmente, do vento indestrutível. Quando um praticante do tantra ioga superior sai da meditação sobre a mente isolada da clara luz exemplo último, atinge um corpo que é diferente de seu corpo físico comum. Este novo corpo é o é o corpo-ilusório. Ele tem a mesma aparência que a do corpo da deidade pessoal do estágio de geração, exceto que sua cor é branca e que ele só pode ser percebido por aqueles que também geraram um corpo-ilusório. Consultar Clara Luz de Êxtase e Solos e Caminhos Tântricos.

Corpo-vajra Refere-se aos canais, gotas e ventos internos e, mais especificamente, ao corpo ilusório puro. O corpo de um Buda é conhecido como “corpo-vajra resultante”. Consultar Clara Luz de Êxtase .

Corpo-deidade Um corpo divino. Quando um praticante atinge o corpo ilusório, ele atinge um corpo divino, ou corpo-deidade. Não se trata do corpo de uma deidade, pois este é necessariamente o corpo de um ser tântrico iluminado. Consultar Solos e Caminhos Tântricos.

Corpo-emanação (nirmanakaya, em sânscrito) O corpo-forma de um Buda, que pode ser percebido pelos seres comuns.

Corpo-emanação O corpo-forma de um Buda que pode ser percebido pelos seres comuns. Existem dois tipos – o supremo e o comum. O supremo pode ser visto somente por aqueles que têm carma puro, e o comum pode ser visto por todos. Em geral, os Budas se manifestam sob diferentes formas e, embora algumas dessas emanações tenham o aspecto mundano, em essência, todas as emanações de Buda são seres plenamente iluminadas.

Corpo-emanação supremo Corpo-emanação especial que possui os 32 sinais maiores e as 80 indicações menores. Seres comuns só perceberão este corpo se tiverem carma muito puro.

Corpo-forma O corpo-deleite e o corpo-emanação de um Buda. Ver corpos de Buda.

Corpo-deleite (sambhogakaya, em sânscrito) Corpo-forma sutil de um Buda que só pode ser percebido pelos praticantes mahayana superiores, aqueles que obtiveram uma realização direta da vacuidade. Consultar Solos e Caminhos Tântricos.

Corpo-natureza A natureza última da mente de um Buda.

Corpos de Buda Um Buda possui quatro corpos: o corpo-verdade Sabedoria, o corpo-natureza, o corpo-deleite e os corpos-emanação. O primeiro é a mente onisciente de Buda; o segundo é a vacuidade ou natureza última dessa mente; o terceiro é seu corpo-forma sutil; e o quarto é constituído pelos corpos-forma densos, que podem ser vistos pelos seres comuns e que cada Buda manifesta em número ilimitado. O corpo-verdade Sabedoria e o corpo-natureza estão incluídos no corpo-verdade, e o corpo-deleite e o corpo-emanação estão incluídos no corpo-forma. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna e Solos e Caminhos Tântricos.

Corpo-verdade O corpo-natureza e o corpo-verdade Sabedoria de um Buda. O primeiro é a mente onisciente de Buda e o segundo, a vacuidade ou a natureza última desta mente. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Corpo-verdade Sabedoria A mente onisciente de um Buda.

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Dakinis Budas femininos e mulheres que conquistaram a realização da clara luz significativa; as figuras masculinas são os dakas.

Dar Decisão mental virtuosa de praticar generosidade ou uma ação corporal ou verbal de praticar generosidade motivada por um estado mental virtuoso. Existem três tipos: dar coisas materiais, dar o Dharma e dar destemor.

Dharma Os ensinamentos de Buda e as realizações interiores alcançadas na dependência de praticá-los. Dharma significa proteção. Colocando os ensinamentos de Buda em prática, protegemo-nos contra sofrimentos e problemas.

Dharmakaya Palavra sânscrita que significa o corpo-verdade de um Buda.

Dharmapala Protetor do Dharma, em sânscrito. Manifestação de um Buda ou Bodhisattva, cuja principal função é eliminar obstáculos e reunir condições necessárias para puros praticantes de Dharma. Consultar Novo Coração de Sabedoria.

Dedicatória Fator mental naturalmente virtuoso. É uma intenção virtuosa que serve tanto para impedir que a virtude acumulada se degenere como para fazê-la aumentar. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Deidade (Yidam, em sânscrito) Ver iluminado tântrico

Delusão Fator mental que surge da atenção imprópria e serve para tornar nossa mente agitada e descontrolada. Existem três delusões principais: ignorância, apego desejoso e raiva. Delas nascem todas as demais: inveja, orgulho, dúvida deludida etc. Consultar Como Entender a Mente.

Delusões inatas Aquelas que surgem naturalmente, sem especulação intelectual. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna. e Como Entender a Mente.

Delusões intelectualmente formadas Aquelas que surgem como resultado de raciocínios incorretos ou dogmas equivocados. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna e Como Entender a Mente.

Demônio Mara em sânscrito. Tudo o que obstrui a aquisição da libertação ou da iluminação. Há quatro tipos principais: demônio delusões, demônio agregados contaminados, demônio morte descontrolada e os demônios Devaputra. Só os Devaputras são seres sencientes. O principal deles é o Ishvara irado, o mais elevado dos deuses do reino do desejo, que mora na Terra Controladora de Emanações. Buda é chamado de Conquistador por ter derrotado esses quatro tipos de demônios. Consultar Novo Coração de Sabedoria e Oceano de Néctar.

Destruidor de Inimigos (Ahrat, em sânscrito). Praticante que abandonou todas as delusões e suas sementes por meio do treino nos caminhos espirituais e que nunca mais renascerá no samsara. Neste contexto, o termo “inimigo” refere-se às delusões.

Deus Deva, em sânscrito. Um ser do reino dos deuses, o mais elevado dos seis reinos do samsara. Há muitos tipos de deuses: alguns pertencem ao reino do desejo, outros aos reinos da forma e da sem-forma. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Deuses Quem habita o reino dos deuses, a condição mais elevada dentro do samsara. Existem diferentes tipos de deuses. Alguns pertencem ao reino do desejo, outros, aos reinos da forma e da sem-forma.

Devaputra Ver mara / demônio

Dez ações não-virtuosas Matar, roubar, má conduta sexual, mentir, discurso divisor, discurso ofensivo, tagarelice, cobiça, maldade e esposar visões errôneas. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Dez direções Os quatro pontos cardeais, os quatro pontos intermediários e as direções de cima e de baixo.

Dezesseis características das quatro nobres verdades Buda ensinou que cada uma das quatro nobres verdades possui quatro características especiais. As quatro características dos verdadeiros sofrimentos são: impermanência, sofrimento, vacuidade e vazio do si-mesmo; as quatro características das verdadeiras origens são: causa, origem, forte produção e condição; as quatro características das verdadeiras cessações são: cessação, paz, aquisição suprema e abandono definitivo; e as quatro características dos verdadeiros caminhos são: caminho, antídoto, conquista e abandonador definitivo.

Dharmakaya Termo sânscrito que significa o corpo-verdade de um Buda.

Dharmakirti (séc. VI/VII) Grande iogue e erudito budista indiano, autor de Comentário à cognição válida, um comentário ao Compêndio da cognição válida, escrito por seu Guia Espiritual, Dignaga. Consultar Como Entender a Mente.

Dignaga Grande iogue e erudito budista indiano, autor de numerosos trabalhos de lógica e cognição, entre os quais o mais famoso intitula-se Compêndio da cognição válida.

Disciplina moral Determinação mental virtuosa de abandonar qualquer falha ou uma ação física ou verbal motivada por essa determinação. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Discriminação Fator mental cuja função é apreender os sinais particulares de um objeto. Consultar Como Entender a Mente.

Distração Fator mental deludido que se desvia para qualquer objeto de delusão.

Dorje Shugdän Um Protetor do Dharma que é uma emanação do Buda da Sabedoria Manjushri. Consultar Novo Coração de Sabedoria e Grande Tesouro de Mérito.

Dromtönpa (1004-1064) O discípulo mais importante de Atisha. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Duas obstruções Ver obstruções à libertação e à onisciência.

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Elemento(kham, em tibetano) Natureza de qualquer fenômeno. Todos os fenômenos possuem suas próprias naturezas, sendo que todas elas podem ser incluídas nos dezoito elementos. Ver cinco elementos. Consultar Novo Coração de Sabedoria e Oceano de Néctar.

Elemento, os cinco (jung wa, em tibetano) Terra, água, fogo, vento e espaço. Pode-se dizer que toda matéria é composta de uma combinação desses elementos. Existem cinco elementos interiores, que fazem parte do continuum de uma pessoa, e cinco elementos exteriores, que não fazem parte do continuum de uma pessoa. Esses cinco elementos não se referem à terra de um campo, à água de um rio etc., mas sim às propriedades de solidez, liquidez, calor, movimento e espaço respectivamente.

Elementos, os quatro Terra, água, fogo e vento. Pode-se dizer que toda matéria é composta de uma combinação desses elementos. Existem quatro elementos interiores que fazem parte do continuum de uma pessoa, e quatro elementos exteriores que não fazem parte do continuum de uma pessoa. Esses quatro elementos não se referem à terra de um campo, à água de um rio etc., mas sim às propriedades de solidez, liquidez, calor e movimento, respectivamente.

Emanação Forma animada ou inanimada que é manifestada pelos Budas ou Bodhisattvas elevados para beneficiar os outros.

Éon Afortunado Nome dado à atual era do mundo. Denomina-se afortunado porque é marcado pelo aparecimento de mil Budas. Buda Shakyamuni é o quarto e Buda Maitreya será o quinto. Éon negro é um éon onde nenhum Buda se manifesta.

Equilíbrio meditativo Concentração unifocalizada em um objeto virtuoso, como a vacuidade. Consultar Oceano de Néctar.

Espaço não-composto Ausência de contato obstrutivo. Assim denominado porque não é produzido por causas e condições, sendo, portanto, permanente.

Espírito faminto Ser que vive num dos reinos inferiores do samsara. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Essência da boa fortuna Preces curtas que abrange as seis práticas preparatórias. Ver práticas preparatórias. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Estabilização mental Em geral, os termos estabilização mental e concentração são intercambiáveis. O termo concentração é mais usado para se referir à natureza da concentração, sua unifocalização, ao passo que o termo estabilização mental é usado para se referir à função da concentração, sua estabilidade.

Estado intermediário (bardo, em tibetano) O estado entre a morte e um próximo renascimento. Começa no instante em que a consciência deixa o corpo e termina quando ela ingressa no corpo da próxima vida. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna.

Estágio de conclusão Realizações do tantra ioga superior geradas quando os ventos entram, permanecem e se dissolvem dentro do canal central pela força da meditação. Consultar Clara Luz de Êxtase e Solos e Caminhos Tântricos.

Estágio de geração Realização do ioga criativo que antecede a aquisição do estágio de conclusão, que é obtida com a prática de trazer os três corpos para o caminho. Nesse ioga, o praticante gera mentalmente a si próprio como uma deidade tântrica e seu ambiente como o mandala dessa deidade. A meditação no estágio de geração é denominada “ioga criativo”, porque seu objeto é criado, ou gerado, por meio de imaginação correta. Consultar https://kadampa.org/pt-br/book/the-new-guide-to-dakini-land">Novo Guia à Terra Dakini e Solos e Caminhos Tântricos.

Estupa Objeto virtuoso que simboliza a mente de Buda.

Etapas do caminho Lamrim em tibetano. Uma maneira especial de organizar todos os ensinamentos de Buda, que facilita sua compreensão e prática. Revela todas as etapas do caminho à iluminação. Consultar Caminho Alegre da Boa Fortuna e Novo Manual de Meditação.

Etapas do caminho Ver Lamrim.

Excelsa percepção Realização espiritual que conhece perfeitamente a natureza de seu objeto principal. Às vezes, denominada “excelsa sabedoria”. Consultar Solos e Caminhos Tântricos.

Existência cíclica Ver samsara.

Existência inerente Modo de existência imaginado, segundo o qual os fenômenos são tidos como se existissem do seu próprio lado, independente de outros fenômenos. Na realidade, todos os fenômenos são vazios de existência inerente, porque dependem das suas partes. Consultar Novo Coração de Sabedoria e Como Transformar a sua Vida.

Existência verdadeira Uma existência que seja, de algum modo, independente de imputação conceitual.

Êxtase incontaminado Realização de êxtase associada com a sabedoria que realiza a vacuidade diretamente. Consultar Solos e Caminhos Tântricos e Grande Tesouro de Mérito.

Extremo da existência e da não-existência Buda explica o caminho do meio, refutando os dois extremos, o da existência (de que os fenômenos são inerentemente existentes) e o da não-existência (de que os fenômenos não existem de forma alguma).

Extremo do apego Apego à existência verdadeira dos fenômenos que faz alguém permanecer no samsara por causa da delusão e do carma. Também conhecido como o “extremo do samsara”.

Extremo do medo Medo dos sofrimentos do samsara que leva uma pessoa a buscar a libertação individual. Também conhecido como o “extremo da paz solitária”.