Clara-Luz de Êxtase

Manual de meditação tântrica.

Por Geshe Kelsang Gyatso.

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Clara luz de êxtase é um manual de meditação tântrica avançado que revela os mais profundos segredos dos antigos iogues e torna a sua experiência extasiante acessível ao mundo moderno.
O livro explica principalmente o estágio de conclusão do Tantra Ioga Supremo, que é o nível mais elevado dos ensinamentos de Buda.

Introduz, em detalhes, os elementos do corpo sutil – os canais (nadi), ventos (vayu) e gotas (bindu) – e mostra como podem ser purificados através de meditação.

Várias meditações são ensinadas para ganhar domínio sobre os canais, ventos e gotas e alcançar a purificação completa da mente muito sutil dentro do chakra do coração – a clara luz de êxtase.

Com essa consciência extasiante, podemos trazer à luz a nossa verdadeira natureza, destruir todos os vestígios de ignorância na sua origem e passar completamente para além do sofrimento. Podemos então nos tornar uma fonte de inspiração e de benefício para todos os seres vivos.

“Uma fonte de grande felicidade e benefício incomensurável para os seres deste mundo”. — KYABJE LING RINPOCHE


Em quem e no que devemos confiar?

Nos dias de hoje, há uma forte tendência para se acreditar, sem a mais leve hesitação, em cada palavra proferida por alguém com reputação elevada, ao passo que um praticante humilde, que dá ensinamentos perfeitos e exatos, frequentemente não é apreciado nem acreditado. Buda Shakyamuni advertiu os seus discípulos
para que não adotassem tal atitude equivocada:

Não aceitem os meus ensinamentos simplesmente porque me chamam Buda.

Repetidamente, ele relembrava os seus discípulos para que não aceitassem os seus ensinamentos com uma fé cega, mas que os verificassem tão cuidadosamente como se examinassem ouro. É
somente sobre a base de razões válidas e experiência pessoal que devemos aceitar os ensinamentos de alguém, incluindo os ensinamentos do próprio Buda.

Nos ensinamentos sobre as quatro confianças, Buda deu orientações adicionais para se chegar a uma compreensão inequívoca dos ensinamentos. Ele diz:

Não confies na pessoa, mas no Dharma.
Não confies nas palavras, mas no significado.
Não confies no significado interpretativo, mas no significado definitivo.
Não confies na consciência, mas na sabedoria.

O significado desses versos é o seguinte:

(1) Quando decidimos em qual doutrina confiar, não devemos ficar satisfeitos com a fama ou a reputação de um professor específico, mas, em vez disso, examinar o que ele, ou ela, ensina. Se, após investigação, acharmos que os ensinamentos são razoáveis e livres de falhas, devemos aceitá-los; mas, se carecerem dessas qualidades, devemos rejeitá-los, não importa quão famoso ou carismático o seu expositor possa ser.

(2) Não devemos nos deixar influenciar meramente pelo estilo poético ou retórico de um ensinamento específico, mas aceitá-lo somente se o significado efetivo das palavras for razoável.

(3) Não devemos ficar satisfeitos meramente com o significado interpretativo da verdade convencional, mas aceitar e confiar no significado definitivo da verdade última da vacuidade. Em outras palavras, visto que os ensinamentos do método sobre a bodhichitta e os ensinamentos da sabedoria sobre a vacuidade e assim por diante são interligados e complementares, não devemos ficar satisfeitos apenas com um ou com o outro, mas praticar ambos conjuntamente.

(4) Não devemos ficar satisfeitos com estados de consciência enganosos, impuros, mas depositar a nossa confiança na sabedoria do equilíbrio meditativo dos seres superiores.

Se compreendermos essas quatro confianças e as usarmos para avaliar a verdade dos ensinamentos que recebemos, estaremos seguindo um caminho inequívoco. Não haverá perigo de adotarmos
visões falsas ou de cairmos sob a influência de professores enganosos. Seremos capazes de discriminar corretamente entre o que é para ser aceito e o que deve ser rejeitado e, desse modo,
estaremos protegidos contra falhas, tais como o sectarismo.

© Geshe Kelsang Gyatso & New Kadampa Tradition